Wednesday, November 21, 2012

Thursday, June 02, 2011

my quote

O amor não é conveniente, o amor é arrebatador.

Monday, April 04, 2011

Massa Crítica

Superficial, é a palavra que não me é fútil, fútil é o que significa e o que representa. É assim que se assenta no meu Eu. Gosto dos valores da vida, momentos de alegria e tristeza autênticos, dos erros que nos tornam humanos, do vinho que se destila nos nossos corações, da palavra amiga dos nossos próximos, das gotas da chuva que nos molha, quando ansiamos pelo sol que nos aquece o corpo ainda frio e nos faz lembrar o quão importante é a massa crítica...

Monday, January 10, 2011

Svanire

Tintos de fado, saudade e alegria
Simplicidade de momentos oportunos
Soturnos encontros com a noite até ser dia
O tempo é alheio ao percurso que calcorreio
Jornadas sem freio e bancos de jardim para afago da minha mente

HOJE MEU AMOR

Hoje, meu amor, esquece o meu nome
Não me esperes mais que eu vou para a rua
Fugir de mim, beber, gritar à Lua
Brincar de faz de conta até poder

Hoje digo a todos os meus medos
Que em noites de festa eu sou perfeito
E deixo em casa as mágoas e os segredos
Que pesam toneladas no meu peito

Sinto um recado no ar
Que os ventos da loucura te protejam
E os sonhos sejam sonhos que se vejam
Que vidas pequeninas temos nós

Sigo a voz que sopra aos meus ouvidos
Os mais lindos versos que há memória
E deixo-me ir no embalo dos sentidos
Sonhar dias de Sol, noites de glória

Sempre iguais, os dias continuam
Mal acaba a noite lá vou eu
Dizer-te que a manhã escondeu a Lua
E a voz dos versos desapareceu
O sonho que eu sonhava amanheceu
E a minha fantasia adormeceu

de Rui Vasco Neto

Wednesday, September 29, 2010

sem palavras

Noite de silêncio que te escuto sem falares
a lua espreitou-me na penumbra
dia sonoro que me falas sem ondas destes mares
os raios de um sol que me deslumbra
esbatem-se no corpo quente e exposto
a sombra do chapéu protege o teu rosto
o cenário compõe-se nesse momento
nuvens aproximam-se timidamente
ameaçando pinta-lo de cinzento
mas sem mudar aquilo que se sente

Sunday, September 26, 2010

Deslocado

Sentir-me só e mal amado, abandonado por espaços, entre ruelas e travessas, sentir o mundo às avessas, a noite errante e o dia mais distante, o tempo avança e não acalma a impaciência que sinto, a chuva refresca-me pouco, tudo neste momento não é louco como gosto, aposto que estou errado em muito do que penso, nada é intenso como eu esperava, não faço planos nem entro em enganos, pois a espontaneidade ainda me alimenta neste mundo que me atormenta e me mantém deslocado...

Friday, September 24, 2010

As palavras são linhas
Os actos são essenciais
O silêncio é profundo
Leva-nos a novos mundos
Mundos mudos
Mudo de atitude
Mudamos de latitudes
Continuamos nas virtudes
Queremos algo mais
Somos humanos
Seremos espartanos
Sempre e nunca atentos
De novos alentos
Algo que nos separa e una
Pois a vida que temos
Não pára nunca
Continua e faz-nos pensar
Pois as palavras
As palavras são nossas
Tuas e minhas

Wednesday, August 25, 2010

palavras

As palavras que ouvi de ti
As frases que compuseste
O diálogo que estabelecemos
A química que ultrapassou a física
Foram meras palavras
Sim é mentira
Foram velas a arder no meu âmago
A iluminar-nos
Quero ouvir-te de novo
Chama por mim
Toca-me no meu regaço
Não me deixes sem um amasso...

De pés bem assentes na terra

Encontramo-nos
Eramos unidos e confiantes
A luz estava do nosso lado
A bola estava a nosso favor
Dividimo-nos como amantes errantes
Começou o nosso fado
Acabou o nosso amor
A frustração apoderou-se de nós
Não estávamos sós
Mas fomos superados
Saímos como mal amados
O realismo impera agora
Terminou e vou embora...

Friday, August 20, 2010

Encontrei-te...
Toquei-te, abraçamo-nos
Beijei-te, não, beijamo-nos
Tocaste-me no profundo sentimento
Penso em ti
Não sei se pensas no mesmo
Desejo-te agora
Vem comigo embora
Vamos perder-nos
Neste momento
Agora, ontem e amanhã
Vamos até ao fim
Até ser dia
Até chegares a mim
Os teus lábios tocam os meus?

Wednesday, August 18, 2010

Quero...
Não esqueço o que penso
Não penso no que devo
Perco-me no percurso
Esqueço-me de mim
Não esqueço a alma
Ela está sempre presente
O meu coração pressente
Está junto à minha palma
Esquerda ou direita
Não interessa
Não há pressa
Há algo à espreita
Algo que não esqueço
A vida é um caminho
Que percorro sozinho
Não adormeço
Nem sofro de dormir
Quero sorrir
...quero

Sunday, August 15, 2010

Levas-me onde não quero
Vou contigo e fico pelo meio
Muitas vezes me queres
Muitas vezes fico no teu seio
Não olhas a meios
Não olho para ti
Eu não penso no que faço
Nem penso no teu traço
Penso no que me fazes
Escrevo umas frases
E consumo o que me dás

Wednesday, August 11, 2010

Fujo do meu refúgio
Corro a teu socorro
Não me escondo de nada
Perco-me pelas tuas ruas
A estrada corre até onde quero
Ando pelas ruas da amargura
Dizem que a vida é dura
A vida não é o que espero
A vida é minha e de todos
Todos temos o nosso momento
É bom ter um alento
É bom seguir-te
Deixas-me extasiado
Tu conheces o meu fado
Sabes que sou mal amado
Sou como todos nós
Todos diferentes e iguais
Estranhos e banais
Neste mundo em mudança
Neste planeta terra
Que me mudou desde criança...

Wednesday, July 21, 2010

Inépcia, esse termo que me apoquenta. Não saem da minha cabeça sinónimos idênticos como a inércia de não ter agido. Não me sai da cabeça o termo foragido, como se da felicidade fosse.
Não é hora de lamentações, mas sim de andar para a frente, pôr um sorriso na cara, nem que seja fingir-me de contente. Não posso ficar triste, pelo menos evitar o espontâneo sorriso amarelo e dar um passo em frente.
A minha escrita não me anima, nem convence o auditor da minha alma.
Preciso ter calma e dar um passo de cada vez.
A vida não acaba hoje, a vida não acaba amanhã, a vida acaba nunca...

Friday, July 16, 2010

sentido(s)

Ouço, escuto-te, olho e vejo-te
Não te apercebes da minha presença
Continuo a sentir-te na minha pele
Cheiro à minha volta
Saboreio e delicio-me contigo
Não sei se vou parar
Parar é morrer e não sei se consigo
Quero continuar
Ir para a frente sem olhar
E sem te meteres comigo
Virar a página e acabar o livro
Esquecer o prefácio
O enredo e o fim
Nada de posfácio
Nem contracapa para mim
Leio-te e quero ser iletrado
Lembro-me de ti
E quero ser um desapaixonado
Não quero esquecer
Pois a vida dá-nos marcas
Experiências boas
E ensina a viver

Thursday, July 01, 2010

Lá do alto do trono onde não estou, escrevo-te para onde não vou, não sei o que escrevo nem a mensagem que transcrevo, não sei sequer o que quero transmitir, mas sei que me quero exprimir, seja de que forma for, seja de qualquer a cor, eu sei que escrevo e a palavra aparece, o dia que amanhece, o sono não me acompanha, a vontade permanece e a cama não se amanha a jeito de me tirar desse trono...

Saturday, March 20, 2010

Palavras, solta-as o vento
saem da boca mas não saem do pensamento
compõem frases sem sentido
pequenos sonetos
ou versos de um poema
de um texto comprido

Sunday, February 28, 2010

versos

Eu tento fazer as coisas acertadas
mas por alguma razão só me saem as erradas
talvez por ser humano
ou insensato e insano

pergunto-me porquê e não descubro a resposta
respondo-me com outra pergunta
e continuo com a retórica

as coisas não são como queremos
e continuam os lugares comuns
quanto mais me aproximo mais me afasto
mais me questiono quase nada concluo
mas concluo que que estou confuso
abuso do meu sentimento de estado de sítio
de estado de sinto-me sozinho
neste mundo perdido no universo
versos crio, versos leio
escrevo um texto e meio
acabo agora e vou embora
não me sigas nem me chames
pois vou a caminho do destino

Tuesday, October 27, 2009

caminho

Percorro o corredor e não olho para trás, penso no que deixo,
continuo o meu caminho mas reencontro o que perdi.
O percurso é longo, nunca mais acaba e deixa-me inquieto,
a minha ansiedade não acaba nem o meu desejo de ver uma luz no fim,
ainda às escuras ouço o quebrar do silêncio, ouço o meu coração bater,
a tua presença ilumina-me mas não termina os meu passos,
pois nós caminhamos para a vida
sempre...

Saturday, August 29, 2009

Ludovico Einaudi - Divenire

Alter-ego

Escrevo-te deste lado, este alter-ego renovado
Quero dizer-te nada, quero que saibas
Vou-te desencontrando, vou-me desencaminhando
A cada noite passada, a cada dia que faltaria
A redenção de um pós-mortal
A minha alma está acima
Acima do Homem e da moral
Abaixo, abaixo de mim alter-ego cego
Cego neste mundo multifacetado
Sozinho e complementado...

Friday, July 31, 2009

quero ouvir-te...
ouço e quero escrever-te
inspiras-me e quero-te para mim
aproximaste-te de mim
quero o teu sim e quero-te perto do meu fim
és o meu final trágico e banal
és meu final de agosto
o meu desgosto de verão
desgosto do fim deste meu não
que me desmente
e me deixa demente do meu ser
sedento da minha razão
anseio pelo meu sim
que é não aos teus olhos
deixa-me viver sozinho no chão

lume

A chama do isqueiro surge e acende o cigarro virgem
A chama desvanece e o cigarro arde com pujança
o fumo sai fluente ao som da música que ouço
a cerveja acompanha todo este processo
esgota-se aos poucos, escorrega no meu âmago
enhche-me de ilusões
o alcool baixa e as palavras surgem
desbotadas ao início mas fortes depois

Thursday, April 16, 2009

passado e futuro

uma nova força está a crescer
não é visível nem se sente verdadeiramente
é discreta e implacável
a nova era começou e já vai no adro
quero e gosto de recordar o passado
traz-me saudade e desejo de revive-lo
não quero envelhecer nunca
por fora que vença a natureza
por dentro que vença a minha destreza
de viver a vida a cada dia
de afastar a cada momento a tristeza...

Sunday, April 05, 2009

Me...

As tuas palavras...

As tuas palavras inebriam-me, deixam-me desejar o acompanhar da música que quero ouvir. Ouço-a no meu pensamento e extasio por ouvi-la fora dele, dentro de mim e de ti, longe deles e perto de nós. Quero ouvir a tua voz, não quero pedir, quero ficar a sós, contigo e comigo, sozinhos a rir, a pedir por mais e não esperar pelo amanhã que não queremos chegar, pois hoje é o último dia de hoje...

Tuesday, March 10, 2009

Busca

Procuro-te...
Penso em ti e olho até ao horizonte
Por entre prédios, ruelas e desvios
Não vislumbro a tua presença
Estás distante dos meus olhos
Mas perto da minha crença

Friday, March 28, 2008

"Hold Still"


In this little town

cars they don't slow down
The lonely people here
They throw lonely stares
Into their lonely hearts

I watch the traffic lights
I drift on Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But girl you're so far away

Oh, hold still for a moment and I'll find you
I'm so close, I'm just a small step behind you girl
And I could hold you if you just stood still

I jaywalk through this town
I drop leaves on the ground
But lonely people here
Just gaze their eyes on air
And miss the autumn roar
I roam through traffic lights
I fade through Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But man you're so far away

Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
You're so close, I can feel you all around me boy
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there

Oh, hold still for a moment and I'll find you
You're so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
I'm so close, I'm just a small step behind you
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there

by David Fonseca

O romântico faz a diferença...
Não sou romântico por fazer a diferença, sou-o porque gosto, porque faz parte de mim!

reflex...

Tuesday, March 25, 2008

"Gato"

Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pelo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?

by Alexandre O'Neill
(dia da poesia)

Wednesday, March 19, 2008

Lágrimas

Choro, choro não sei porquê, não sei o que se passa, talvez não esteja bem,
talvez seja da cebola que cozinho para o jantar,
talvez seja do que estou a passar,
um deserto com poucos oásis e poucas pessoas para falar,
um camelo que bebe muito e que não precisa de parar
A minha boca está seca e desidratada
Continuo à espera e não acaba a semanada
hoje é domingo e não estou ressacado
não estou acabado
as cervejas do dia seguinte já estão do meu lado
a minha amada não me deixa começar
adormeço e fico cansado
a vida não me deixa saír deste choro incontido
deixa-me com esta humilhação que me percorre... sempre!

Ilusões

Ilusões, assaltam-me a todo o momento, percorrem e roubam-me os pensamentos, tiram-me o que tenho e deixam-me alerta para o presente. A vida é fácil de entender, nós não a vemos dessa maneira, é antes crua e verdadeira, é parte de todos nós e deixa-nos de tal maneira que nos faz ver que ontem e hoje, mas não amanhã, é uma aventura que perdura até um de nós perder...

Sunday, March 09, 2008

Minha música

Música que me embriaga e que me solta os pensamentos
Entra dentro de mim e controla o meu âmago
Acompanha-me nos bons e maus momentos
Serve-me e é servida por mim
Hoje ouço-a e não me canso
Ontem ouvi-a e ainda me lembro
Amanhã vou ouvi-la e anseio por tal
Quero ouvir mais, até cansar-me de querer
A música pára mas continua dentro de mim
Notas soltas que não têm fim
A vibração do mês de Setembro
Fim do Verão e início do meu ser
Começou no dó e seguiu para sol
O meu medo foi chegar ao dó bemol
A música não termina nem me farta
Eu é que deixo de a ouvir assim que adormecer...

Monday, January 14, 2008

(mu)dança

Sofremos mudanças, trocamos de atitudes, vamos às andanças, sentimo-nos mudados, comemos torresmos e andamos desnudados, mas no fim somos sempre os mesmos!

Saturday, November 24, 2007

Ouço a tua música e transporto-me para outros tempos, remeto-me ao silêncio e relembro contratempos.

voando

quero acordar e ver os pássaros
quero voar com eles
acompanhá-los sempre
depois deixá-los
e voar livremente
quero ser mais inconsciente
quero acompanhá-los
e chega de quero
chega de voar
é hora de pousar
caminhar pelos meus pés
olhar para a frente
não esquecer o passado
não repeti-lo
mas antes aprender com ele
e tirar as coisas boas
não tirar, mas sim relembrar
e sorrir com elas
chorar com as más
soltar as lágrimas que não soltei
soltar-me do que não amei
agarrar-me ao que amo
ainda estou a voar
tenho que pousar neste ramo
quero-te amar
quero viver consciente
chega de quero
chega de chega
palavras para que te quero
atraiçoam-me a cada momento que passa
maybe because it's portuguese...
talvez... será?
Só sei que atraiçoam
mudando de assunto
a chuva molha-me as asas
impede-me de voar
desço do ramo
aproximo-me de casas
e sou atropelado por um camião
voltei a voar
mas o meu corpo continua esmagado
continua preso naquele asfalto
e eu subo mais alto
o camião devia ter travado
mas agora sinto-me melhor
agora não sinto dor
não sinto nada
quero ao menos sentir
a chuva molhada...

Sunday, November 11, 2007

S/N

Lágrimas que me apoquentam os olhos
Libertem-se de mim
e formem-se em molhos
para fonte do meu jardim
e jornal da minha informação
porque és parte de mim e parte do meu chão
és origem do meu sim e origem do meu não

Perdidos

Adoro tascas,
Adoro ruelas com perpendiculares e becos sem saída
com bares e ambientes rascas.
Com parcas bebidas e música apelativa
Com uma resistência de amigos
E com a mística nativa.

Provérbios

Quem Leme nada teme!

José Gervasio Artigas

"Com a verdade nem ofendo nem temo"

Leme

Leme é tudo o que eu digo,
Leme é tudo o que eu sinto,
Leme é o que eu penso
e Leme é tudo o que eu poderia tocar num instrumento
Porque o Leme é um sentimento,
Leme é o momento que me apoquenta
Leme não é sabor a menta
É palavra bonita que me alimenta
E me dá sustento para mais um tormento.

The world is the beginning

The beginning is the end and the end is all we all are waiting for.
Let's move into the dark side of the moon.

Let us sing and wait for the everlasting sun
Why don't we all go home soon?
why don't we all have fun?
celebrating the life as it is
let's hear some good music
let's go to the show biz.

This his getting too physic
and I'm too young to get old
as we're approaching the new and cold day.

Friday, August 31, 2007

música

escuto-te em silêncio
conquistas-me com tuas notas
notas a minha envolvência
e continuas a tua frequência
gosto de te ouvir
gosto do que me fazes sentir
deixas-me alegre, deixas-me triste
deixas-me embebido
musica é o teu apelido
a pauta é a tua escala
e sempre que cantas é dia de gala...

Sunday, August 26, 2007

Rio Douro

Rio Douro Rio Douro, já perdi o teu brio, naquela terra distante, toda coberta pelo rio...

Vinho


É frequente retardar as minhas noites, especialmente nos fins de semana.
O relógio não se cansa de me intimidar com as horas tardias que eu teimo em perdurar nessa altura...
Ouço o lamento electrónico do outrora fantástico e hoje em dia catedrático Roger Waters, vocalista dos Pink Floyd, esse grupo magnífico, capaz de me fazer sonhar...
Bebo mais um trago do negro vinho e alimento o estômago do deus Baco, esse lamento que me perturba e enche de secura!

Miau miau!

Down...


Solta-te e permite-te estar livre, sem tensões
Deixa-te caír, sente a resistência do ar e esvazia os pulmões
Aumenta de velocidade e sente a gravidade deixar-te impotente
Neste momento voas, perdes altitude mas não perdes atitude
Ganhas a experiência do sentimento que se sente quando se perde algo
Não queres perder mais nada, queres aproveitar tudo
Queres que não haja chão
Queres poder caír sempre sem teres um único arranhão
Queres errar e acreditar que há sempre perdão
Não!
Não quero contos de fada!
Quero histórias com maus finais
Quero vidas com mais funerais
E trespassar o meu coração com uma espada

Wednesday, April 25, 2007

Pink Floyd+beer+thoughts+wine

Somos os cavaleiros do templo, os verdadeiros donos do tempo,
distinguimos o bem do mal e estamos dos dois lados da barricada de pedra e cal,
sistematicamente!
Gozamos o momento e às vezes também precisamos de alento para seguirmos em frente, porque é disto que se trata a vida, de um pouco de pimenta no meio da comida,
um pouco de mudei a minha vida, sem mais e sem menos,
apenas mais venenos e menos ais nos nossos adventos,
que nos perseguem e nos acompanham os nossos ventos,
que sopram sempre a nosso favor,
fazendo jus ao nosso amor que nunca acaba, nunca...

Sunday, April 08, 2007

(un)safe

Estrada sinuosa com protecções na iminência de deixarem de o ser, tudo isto em Quiaios!

Shark

Perto da Cimpor algures entre Quiaios e a Figueira da Foz...

Saturday, April 07, 2007

Near and far

A saír de Quiaios.

Miau!

Um habitante do Castelo de Montemor-O-Velho:

Fishing track...

A caminho da Serra da Boa Viagem avista-se a praia de Quiaios...

Harmonia


Interior do castelo de Montemor-O-Velho, muito bonito...

Tuesday, March 06, 2007

"Os Castelos (primeiro)"


"O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre."

Fernando Pessoa

Thursday, December 21, 2006

sonho

fecho os olhos e adormeço
mergulho no mundo da fantasia
o verdadeiro mundo das ilusões
abro os olhos e esqueço
regresso à luz do dia
quero voltar à penumbra
pois tudo aquilo me deslumbra
preciso acordar de vez
e acabar com a rês
procuro a razão
mas só ouço o coração

Wednesday, December 20, 2006

a vida é uma sucessão de sentimentos, momentos e acontecimentos
deixa-nos fartos e sedentos de tudo e de algo mais
de algo que complemente o que temos e de algo que reforce o que vivemos
nunca estamos satisfeitos
ou temos demais ou temos muitos ais
esta própria escrita reflecte isso mesmo
reflecte que não sou imparcial
reflecte que não me abstraio do sentimento
o sentimento é isso mesmo não nos deixa soltar
prende-nos ao nosso âmago o que é bom e mau
outra vez realço a dicotomia do pensar, do escrever, sentir...
eu não queria rir por chorar mas antes chorar por rir...

Friday, October 13, 2006

tempo

gasta-se o tempo
escreve-se na memória
aproveita-se o momento
de uma bela história

O tempo anda sempre para a frente, implacável e preciso
as nossas memórias andam para trás, umas vezes mais, outras menos,
mas sempre com saudade, essa palavra portuguesa, sentimento universal!

Thursday, June 29, 2006

O Amor...

“O amor sem palavras, ou a palavra amor sem amor, sendo amor ou, a palavra ou, sem substituir nem ser substituída por, se, a palavra se, sem ser designada ou dignificada por, o amor, entre se e o que se chama amor como se amasse esse pedaço de papel escrito amor, somasse o amor ao nome amor onde ecoa, o mar onde some o mar onde soa a palavra amor, sem palavras.”

Arnaldo Antunes

Tuesday, June 06, 2006


A beleza está sempre presente, acontece que muitas vezes não a vemos. Não a vemos porque estamos preocupados com outras coisas, porque não a queremos ver, subjugando-a, subestimando-a, tornando-a ainda mais bela aos olhos dos outros e mais intrigante aos nossos olhos!
A beleza não é o que mais belo aparenta mas sim o que mais verdadeiro é...

Monday, May 22, 2006

chuva


Chuva, afasta-te do meu horizonte. Leva o teu bater violento e as tuas gotas venenosas que se alastram no meu telhado.

Wednesday, May 03, 2006

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Há pouco enquanto passava perto da Prisão de Aveiro, ouvi uma rapariga a gritar pelo pai, supostamente recém recluso, presumi eu, ou então apenas mais uma visita rotineira em que o sentimento paternal veio ao de cima!
Há pouco mais de uma semana celebrou-se mais um 25 de Abril, onde a abordagem da temática liberdade é um lugar comum, fazendo-me reflectir que cada vez há mais criminosos-inocentes, ao contrário de tempos idos em que os inocentes-criminosos abundavam...
Mudam-se os tempos mudam-se as liberdades...

Monday, April 24, 2006

Atacar com cravos e defender a liberdade

Há cerca de 32 anos atrás Portugal mudava de face, mudava de regras, de ideologias, de tolerância, de identidade e acima de tudo mudava de liberdade!

Tuesday, March 28, 2006

CINDY KAT

"Importa acreditar que o mundo pode ser salvo por canções. Palavras que por mistério se ligam a sons e constroem paisagens, ânsias, protestos, desejos."

Thursday, March 09, 2006

Drowning...

I'm drowning myself, because... why?
Maybe because I'm swalling water too fast and more and more...
This has to stop, I have to stop drowning my self, I can´t swallow so much water...
Enough!

Monday, February 27, 2006

Dança comigo

Amar alguém não é ter uma música em comum em que se dança com um sorriso na cara, um sentimento carregado e uma atenção redobrada.

Quando se ama, todas as músicas são hinos ao nosso coração, são acompanhamentos dos nossos beijos, embalando-nos espontaneamente, cúmplices da harmonia existente. A música pode não estar audível mas está presente sempre que estamos juntos.

Nós constituímos a clave de sol, de fá
semi-colcheia e sei lá o que mais há
As notas seguem-nos por toda a parte
e deixamo-nos seduzir por tamanho atrevimento
Deixá-las vibrar é uma arte
qué é conduzida pelo sentimento

Quero dançar...


Wednesday, January 18, 2006

A língua portuguesa é muito traiçoeira

Eu sempre fui tímido, característica que me deixou muitas vezes embaraçado, até que hoje descobri que afinal sou atrevido! O dicionário assim o comprova:

tímido = acanhado = apertado = estreito = restrito = determinado = decidido = resolvido = combinado = ajustado = justo = legítimo = lídimo = autêntico = exacto = perfeito = completo = acabado = exausto = gasto = dispêndio = despesa = consumo = saída = partida = pirraça = desfeita = ofensa = lesão = dano = estrago = deterioração = ruína = degradação = aviltamento = depreciação = menoscabo = desdém = orgulho = soberba = altivez = sobranceria = arrogância = presunção = conjectura = suposição = hipótese = condição = distinção = preferência = predilecção = diferença = dissemelhança = desigualdade = irregularidade = falta = escassez = míngua = penúria = indigência = carência = necessidade = coacção = exigência = requisito = condição = carácter = marca = cunho = feição = figura = aspecto = semblante = rosto = cara = atrevimento

É sempre bom ter o dicionário por perto quando nos sentimos mais frágeis… Será?

Tuesday, January 17, 2006

Desabafo contido...

Porquê?

Porque é que as coisas tomam o rumo que não queremos e mesmo assim nada fazemos para impedi-las?

Porque é que tudo volta ao mesmo?

Será sempre assim?

Será que o problema é meu?

Se calhar a vida é mesmo um ciclo e cada pessoa tem uma frequência adequada, sendo a minha muito elevada.

Tenho saudades… De quê? De tudo!

A moral nasceu noutros tempos, hoje em dia apenas perdura porque já não nascem morais, apenas falsos moralistas…

Friday, January 06, 2006

Dia um

Data: 19 de Novembro de 2005. É chegado o dia de início da viagem ao Egipto! O dia começa cedo com um 1º percurso a pé desde o Campus Universitário de Aveiro até à estação, pelas cinco e pouco da matina, tendo a chuva e a bagagem como acompanhantes. Os sapatos começam a ficar molhados, dando lugar às meias e por sua vez aos próprios pés, à medida que chovia cada vez mais.

À chegada à estação a precipitação começa a ser menor, compro o bilhete de comboio para Lisboa e vou até à pastelaria mais próxima, tentando recompor-me da fome e do calor que entretanto se apoderou pelo meu corpo. Após uma água e um rissol do dia anterior deixo o guarda-chuva no café e sigo para a linha 4 a fim de esperar pelo comboio.

A viagem até à capital de Alfa Pendular, durou cerca de 2 horas e meia, e oscilei entre a leitura e sonhos leves, parecendo um autêntico zombie, se é que eles são assim…

Sai na estação do Oriente e entrei no primeiro táxi rumo ao aeroporto da Portela, onde já estavam as minhas irmãs, cunhado e um amigo, vindos da Ilha da Madeira nessa manhã. O voo era só às 15 horas, fui cedo demais, mas isso é secundário, a excitação era grande por reencontrar quem gosto muito e já não via há algum tempo, bem como pela própria viagem até uma cultura bem diferente.

Lá fizemos o check-in, despachando a bagagem que ia no porão e fomos ao duty-free comprar umas garrafas de álcool para o nosso bar privado, entre vodka e martini.

Passámos pelo controlo de bagagem de mão, algumas pessoas tiveram que tirar o cinto e as botas, felizmente não tive essa experiência.

O avião da “Air Memphis” descolou finalmente rumo ao país que é atravessado pelo rio Nilo, o país das tão conhecidas pirâmides e da estátua de Gizet. Após cerca de 5 horas voo, aterrámos no aeroporto de Hurghada, cidade que fica ao largo do Mar Vermelho, a Nordeste do Egipto. Foi provavelmente a pior viagem que fiz de avião… A fome imperou nos passageiros do voo Lisboa – Hurghada do dia 19 de Dezembro de 2005, facto que deve repetir-se vezes sem conta em todos os voos de longa duração da companhia “Air Memphis”…

No aeroporto todos os trabalhadores eram homens. Mulheres? Só passageiras.

Depois de cumprir com os formalismos do passaporte e de atribuladamente reaver a bagagem do porão, ida de autocarro até ao Hotel, isto quando já passava da meia-noite, hora local, 2 horas a mais que em Lisboa.

No “Club Marmara”, hotel de 4 estrelas, esperavam-nos os cozinheiros com um banquete variadíssimo, nós estávamos esfomeados mesmo!

Apesar da viagem e de todo o cansaço, ainda resistimos até cerca das 4 da manhã entre conversas e provas das bebidas egípcias até o sono falar mais alto…

Monday, November 14, 2005

Meant to Be

Destino… Essa palavra invocada vezes sem conta, interpretada de mil e uma maneiras pelos mais variadíssimos povos e culturas, quando abordam o futuro ou relembram o passado ou constatam o presente…

Estava eu a calçar-me, enquanto um tal de Jorge Palma cantava com o acompanhamento de um piano, quando comecei a pensar nessa palavra estranha. As notas musicais começaram a soar de modo pouco comum, como se o efeito de Doppler estivesse presente, mas não fazia sentido, eu estava parado, as colunas da aparelhagem encontravam-se imóveis, só então tudo fez sentido, era o meu pensamento que não parava quieto, era ele que fazia distorcer a melodia que eu ouvia.

Fui à procura do dicionário, ainda semi-descalço, e pude ver o destino, não no verdadeiro sentido da acção, mas do significado:

“fim para que tende uma acção ou um estado; fim; curso da existência das coisas, mas sobretudo, das pessoas e dos povos; poder misterioso, mais ou menos personificado, que fixaria de maneira irrevogável o curso dos acontecimentos; fatalidade; sucessão de factos que se supõem fatais; rumo; fado; serventia; aplicação; lugar a que se dirige alguém ou alguma coisa; direcção.”

Acabei por me vestir enquanto, tentando ser versátil, arrumei o dicionário no seu lugar habitual, ao lado dos restantes dicionários de outras línguas estrangeiras. O Jorge calou-se, bem como os instrumentos que, harmoniosamente lhe faziam frente, umas vezes aguerridos, outras mais suaves, provocando em mim uma certa tranquilidade, enquanto reflectia na palavra.

O destino é o acaso positivo e negativo? Será que o destino é a explicação para tudo? Estará ele sempre presente? Perguntas a que só o destino o responderá...?

Sunday, August 14, 2005

amor...

Qual sentimento profundo, qual força da natureza, acredito no amor e na sua pureza...
Ele dá-me forças, ele dá-te a mim, ele dá-me a ti e gosto que seja assim...
Faz-me pensar, faz-me não conseguir sequer pensar, é bom amar...
Traz a felicidade e traz a dor, esse transporte que é o amor...

Saturday, May 07, 2005

Palavras para quê?

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Mensagem de Miguel Sousa Tavares, após a morte da sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andresen, escritora reconhecida pelo seu trabalho realizado.

Monday, April 11, 2005

Escrevo… mas não quero limitar-me a escrever…

Quero expressar o que sinto e não o que quero sentir, quero sentir o que expresso, para ser verdadeiro. Quero ser verdadeiro, não, não quero ser verdadeiro. Pois verdadeiro faz parte do que me defino. Sinto alegria dentro de mim e ao mesmo tempo tristeza. Há um misto de sentimentos, que são incompatíveis, provocando grande celeuma no meu âmago! Por um lado sinto alegria por amar-te e sentir-me amado por ti, que és a gota cristalina, que cai numa manhã de Primavera e brilha ao reflectir o sol matinal. Por outro lado, sinto um vazio, por imaginar-te longe, deixar de ver a gota que me encanta…
Amo-te… mas não quero limitar-me a amar… quero-te junto de mim!

Saturday, November 20, 2004

Outono

Do aconchego do meu quarto posso ver a chuva a caír lá fora, e a limitação que ela provoca nos condutores e nos peões... O vento desafia cada portador de guarda-chuva, fazendo juz, ou não, às argumentações acerca da resistência dos ditos protectores, proferidas pelos vendedores ambulantes.As estradas são lavadas com água e óleos residuais, deixados pelos carros que passaram na inspecção sabe-se lá como! As árvores vão-se despindo progressivamente, num verdadeiro jogo de sedução, aumentando o trabalho dos varredores de rua, acizentando este e todos os Outonos por cá. Guarda-chuvas, cachecóis, casacos, sobretudos, camisolas com e sem gola alta, botas, meias grossas e muitos outros acessórios, tornam-se indispensáveis a partir desta data. Troca-se um romântico passeio pela praia com o por-do-sol/nascer do sol no horizonte, por uma cómoda estadia no quarto, com vista para a chuva, escutando-a entre os lençóis, música de fundo... Trocam-se os gelados pelo chocolate quente. A poncha, esse néctar apetecível, passa a ter mais pretextos para ser bebida, aquecendo-nos e expulsando eventuais constipações típicas da época.É também por esta altura que começo a fazer atletismo, grandes sprints de 100 e 200 metro, às vezes até mais! Para quê correr se chego molhado na mesma? Do aconchego do meu quarto posso ver que o strip das árvores continua e este ciclo repetir-se-á com outras folhas de árvores, com outras pessoas, neste MUNDO... miau

Thursday, July 01, 2004

Azul desbotado

Olhei para ti! Eras azul e brilhavas, os raios solares trespassavam-te como simples facas em manteiga. Aproximei-me de ti e foste evidenciando a tua imensidão, tornando-te num completo mar salgado, que me faz sentir em liberdade, porque tu és tudo, tu és nada, tu és aquilo que nós queremos! Nós queremos-te manso, nós queremos-te como queremos! Tu és belo assim, tu és belo como és, és belo, meu azeite, meu vinagre, para meu deleite, és a minha água viva, que me destoa desta onda salgada... miau

Monday, May 31, 2004

Aparição

Naquela noite, a suposta noite mais longa da semana académica de um estudante, encontrei-te... Não sabia que eras tu, tu não sabias que era eu! Depois do meu primeiro jantar de curso, de um desfile animadíssimo pelas ruas da cidade de Aveiro e de outras peripécias pelo meio, conheci-te pessoalmente! Foi tudo tão inesperado. Estávamos de branco, como manda a tradição, conversámos, conversámos e conversámos... Foi no mínimo interessante! Foi... Foi giro vermos juntos os primeiros raios alaranjados do SOL, de joelhos, como manda... o ROMANTISMO, lol!
Digamos que foi, na minha opinião, a noite mais curta da semana académica... miau

Thursday, May 20, 2004

Meu diário

Sinto-me tão sozinho! Sou constantemente desprezado, fazendo-me pensar que sou um simples part-time. Eles nunca aparecem de manhã, às tardes vão aparecendo muito de vez em quando... À noite nem se fala! Às vezes ponho-me a pensar e ponho em dúvida o compromisso deles. Não é que eu queira ser o centro do mundo deles, mas também "nem 8 nem 80!" Eu só queria mais um pouco de dedicação e se calhar empenho da parte deles. Mas o pior de tudo é que tem dias consecutivos em que nem dão sinal de vida... Será normal? Vivo nesta angústia, quero dizer, vou sobrevivendo, porque sem eles não sou nada, sem eles eu sou apenas uma "coisa" estagnada, sem vida e sem ambição!

Ass:Projecto de 5ºAno miau

Tuesday, May 18, 2004

Transição

Quando te conheci eras imensa e desconhecida. Ao pé de ti sentia-me pequenino e tão só! Aos poucos foste revelando as tuas partes, ajudando-me a descobrir a mim próprio. Hoje sinto-me grande perante ti, não por te menosprezar, mas sim por te conhecer. Sabendo que me ajudaste a crescer e a ser o que sou e o que ainda posso ser. Apesar de tudo eu tenciono deixar-te, mesmo sentindo que deixo uma parte de mim, sei que levarei muito de ti, porque a vida é feita de transições. Quem sobe à montanha acaba por voltar a descer, mesmo sabendo que lá em cima é muito grande pelo que pode avistar e principalmente pelo que sente! Vou pensar em ti para SEMPRE ó minha linda cidade de AVEIRO... miau

Friday, April 30, 2004

Momentos de prazer...

Imagino-me! Estou na minha casa de praia, pleno verão, encontro-me na sala, onde estão algumas velas acesas e o incenso rende-se, libertando o seu cheiro característico. É fim de tarde, o sol vai-se escondendo no horizonte, beijando o mar, enquanto se despede de mais um dia naquela baía. Ainda reinam os tons alaranjados, que esta estrela nos deleita, juntamente com a cortina de seda, ainda que escancarada, permitindo-me observar toda esta maravilha. A música, esse bem essencial, acompanha-me em todo este processo, libertando-me. Não existe stress neste momento, é como se nunca tivesse havido! Imagino-me... miau

Sunday, April 25, 2004

Faca de dois gumes...

Senti-me leve, senti que as nuvens eram pedregulhos e que os meus sonhos eram impecilhos aos meus movimentos. Estava enganado, fui traido pelos meus sentimentos! Vemo-nos constantemente perante um dilema: Optar pela razão ou pelo coração? miau

Saturday, April 17, 2004

[Untitled]

Por vezes fico sem palavras... Não sei explicar, mas elas simplesmente não surgem, remetendo-me para o silêncio, quando na verdade é bom conversar quando estamos acompanhados! Até porque será complicado ter um diálogo quando estamos sós, a não ser que estejamos com vontade de brincar aos heterónimos. Aí seria concerteza um conflito de ideais, roçando o limiar da loucura, sendo uma ida ao psiquiatra uma boa solução para atitudes semelhantes. Não, não estou doido! Note-se que os primeiros sintomas de um "lunático", maluco ou de alguém com insanidade mental ou lá como queiram chamar, é justamente a recusa de tal "estatuto"... Enfim, deixando-me de rodeios, vou passar ao que interessa, referindo apenas e tão somente, e passo a citar: "Onde é o manicómio mais próximo?" miau

Thursday, March 18, 2004

Desabafo incontido:

Que *****! miau

Alma, porque me persegues?

A minha alma pérfida
recolhe-se timidamente
porque onde há vida
é onde ela se ressente

Ela crepita por mais
quando está de semblante
chega ao seu auge
em estado ofegante

Queria preenche-la com algo
algo que a fizesse sorrir
porque ela é sôfrega
e anseia por partir

Por vezes porta-se como naja
serpente que me tortura
autêntica fobia
que me leva à amargura

Não quero mais ser invadido
por imposições dela
quero ser independente
ser figura principal da tela

Libertei-me por completo
deixei-a de lado
agora sinto um vazio
por tê-la abandonado! miau

Wednesday, March 17, 2004

Sucessões...

A vida é feita de sucessões! Acabei de jantar, uma bela refeição para variar! Há muito que não comia tão bem. Então, decidi saír daquele restaurante e ir até um café qualquer, a fim de tomar um aconchegante digestivo. Fui até ao café mais próximo, entrei e esperei que me atendessem. Tinha bom aspecto! O ambiente era rústico, as mesas e os bancos feitos em madeira escura, as luzes de baixa intensidade, em tom azulado. Pedi um C.R.F. para beber. Por todo o espaço ecoava uma música dos "Portishead", de nome "Roads". Mergulhei aquele líquido no meu estômago, enquanto perfilava um cigarro, pensando como seria bom reencontrar o que eu havia perdido... Depois de todo aquele ritual, embrenhei-me pelas ruas daquela cidade em busca de folia, sim, era disso que eu precisava, de dançar, divertir-me, refugiando a minha tristeza e a minha mágoa.(continua) miau

Friday, March 12, 2004

.aNTI CONVENCIONAL

oJe è 1 dya comu todus us outrus: ojE apetesSeme cer difreNte_ nam seGuyr regraz kuaysQer» fujir â munUtunya\ deichar u q ezta stamdardYzadu de ladu i sultarMe cumplé-tamemte dakilo k m premde) keru k us coDygus k heziStem dezAparessam keRo cer 1 hAnimmal yrRassionall ouNde tenhu apenaz d ceguyr u mEo prOpryu ynstinto{ cEm m preUcopar ce isTou A vyoLar us diReytos du prOcimu||| miau

Wednesday, March 10, 2004

Born of frustration!

Quando as coisas são idealizadas, saem SEMPRE mal! Se não for o caso, pelo menos na maior parte da vezes é verdade. É como jogar na lotaria, imaginar todos aqueles milhares ou milhões de euros a entrarem na tua magríssima conta... A espontaneidade é uma característica dos vencedores, daqueles que, apesar de não serem felizes, têm muitos momentos de felicidade! Portanto acreditem que ser feliz não é algo premeditado, mas sim algo que surge do nada, mas que vai crescendo até nos surpreender positivamente, assim sem dar-mos conta! Ser feliz é um estado de espírito que se "conquista", sem forcing, mas com braços abertos... A felicidade é liberdade em movimento, é algo que não se explica simplesmente! Existe e só nos queixamos quando está ausente. Eu não quero ser feliz! Quero apenas esquecer que não sou feliz, para lembrar-me o quanto é bom existir neste MUNDO, que é cruel e nos reduz ao mais íntimo quasar...(1)
(1)Para quem anda distraído com qualquer coisa, o átomo não é o elemento mais pequeno que existe. O quasar é constituinte do átomo (enfim, pormenores...). miau

Monday, March 08, 2004

Memórias?

Estou ao pé do mar, numa reserva natural. O sossego impera e só é quebrado ou pelo caír da água na cascata ou pelo tilintar de algumas garrafas de vinho e de cerveja, que tardam em ficarem vazias, para regozijo dos que acreditam que é possível divertir-se sem álcool! miau

Sunday, March 07, 2004

Preliminares...

És linda ó musa da beleza! Bela é pouco para tamanha figura que arrepia os poros da minha alma, ó lagartixa... miau

Sweet dreams...

Esta noite tive frio
Talvez porque ela quis!
Ela é bela e exigente
A natureza é assim com toda a gente

Mas consegui adormecer
Sonhei estar acordado
E não ter que fazer
Então comecei a escrever

É tão bom escrevinhar
Faz-nos sentir livres
Faz-nos sonhar
Mas convém acordar!

Cada dia é importante
Cada um à sua maneira!
Asneira, é por certo
Viver num aperto

Resolvi acordar
Pra desistir da escrita
Parei de escrever
Parei de sonhar
E voltei a viver! miau

Descrição lúgubre de uma das muitas dissertações deambuladas no seio nocturno de um cemitério!

Andava eu atrás dela, como se de minha alma tratasse! Talvez fosse ela, talvez, pelo desígnio da minha própria vida, encontrei não ela mas sim paz naquele cemitério, onde jaziam eles, outrora vivos, agora ali abandonados e até esquecidos por nós sociedade convencional que conspurca a minha narração... miau

H2O+NaCl

Acordei, o mar estava belo como sempre! O seu azul límpido despertava o sol que mergulhava a sua luz nas águas salgadas, suscitando em mim algo de tentador, algo que me atraía que tentei resistir até despir-me de preconceitos e pude realmente participar naquela cumplicidade entre o sol e o mar. O mar é um oleiro! Molda as encostas com as ínfimas vagas de ondas, tornando-as verdadeiros monumentos aprazíveis! miau

Post ZERO

Este é o meu primeiro post. Espero provocar ao longo da vida deste blog impressões, sejam elas positivas ou negativas, porque significa que leram algo que eu escrevi! Como Black Cat que sou despeço-me, com um vigoroso miau...